Manifesto pelo Cinema Português

12 marzo, 2010 (01:16) | Cinema, Directores, Política audiovisual | Sen comentarios

Nunca como nos últimos vinte anos teve o cinema português uma tão grande circulação internacional e uma tão grande vitalidade criativa. E nunca como hoje ele esteve tão ameaçado. No mesmo ano em que um filme português ganhou em Cannes a Palma de Ouro da curta-metragem e tantos e tantos filmes portugueses foram vistos e premiados um pouco por todo o mundo, o cinema português continua a viver sob a ameaça de paralisação e asfixia financeira.

Desde há dez anos que os fundos investidos no cinema não cessaram de diminuir: a produção e a divulgação do cinema português vivem tempos cada vez mais difíceis. E a criação de um Fundo de Investimento (e a promessa de um grande aumento de financiamentos), revelou-se uma enorme encenação que na generalidade só serviu para legitimar o oportunismo de uns tantos. O cinema português vive hoje uma situação de catástrofe iminente e necessita de uma intervenção de emergência por parte dos poderes públicos e em particular da senhora Ministra da Cultura.

O cinema português - o seu Instituto - ao contrário do que é repetido vezes sem conta, é financiado por uma taxa (3,2%) sobre a publicidade na televisão, e não pelo Orçamento de Estado. O financiamento do cinema português desceu na última década mais de 30% e a produção de filmes, documentários e curtas-metragens, não tem parado de diminuir. O Fundo de Investimento no cinema, que era suposto trazer à produção 80 milhões de euros em cinco anos, está paralisado e manietado pelos canais de televisão e a Zon Lusomundo, e não só não investiu quase nada, como muito do pouco que investiu foi-o em coisas sem sentido. Por isso se torna imperioso e urgente

a) normalizar o funcionamento desse Fundo e multiplicar as verbas disponíveis para investimento na produção de cinema, nomeadamente multiplicando as receitas do Instituto de Cinema, e tornando as suas regras de funcionamento transparentes e indiscutíveis;

b) normalizar a relação da RTP (serviço público de televisão) com o cinema português, fazendo-a respeitar a Lei e o Contrato de Serviço Público, assinado com o Estado Português;

c) aumentar de forma significativa o número de filmes, de primeiras-obras, de documentários, de curtas-metragens, produzidos em Portugal;

d) e actuar de forma decidida em todos os sectores – não apenas na produção, mas também na distribuição, na exibição, nas televisões (e em particular no serviço público), e na difusão internacional do cinema português.

Depois de mais de seis anos de inoperância e desleixo dos sucessivos Ministros da Cultura, que conduziram o cinema português à beira da catástrofe, impõe-se:

1. Normalizar o funcionamento do FICA (Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual) reconduzindo-o à sua natureza original: um fundo de iniciativa pública, tendo como objectivo o aumento dos montantes de financiamento do cinema e da ficção audiovisual original em língua portuguesa e o fortalecimento do tecido produtivo e das pequenas empresas de produção de cinema. E fazer entrar nos seus participantes e contribuintes os novos canais e plataformas de televisão por cabo (meo, Clix, Cabovisão, etc), que inexplicavelmente têm sido deixados fora da lei;

2. Multiplicar as fontes de financiamento do cinema português, nomeadamente junto da actividade cinematográfica, recorrendo às receitas da edição DVD (a taxa cobrada pela IGAC, cuja utilização é desconhecida, e que na última década significou dezenas de milhões de euros); à taxa de distribuição de filmes (que há décadas não é actualizada) e à taxa de exibição. As receitas das taxas que o Estado cobra ao funcionamento da actividade cinematográfica devem ser integralmente reinvestidas na produção e na divulgação do cinema português (produção, distribuição, edição DVD, circulação internacional);

3. Aumentar as fontes de financiamento do Instituto de Cinema, para aumentar o número, a diversidade, a quantidade e a qualidade, dos filmes produzidos. Filmes, primeiras-obras, documentários, curtas-metragens, etc.

4. Apoiar os distribuidores e exibidores independentes, e estimular o aparecimento de novas empresas nesta actividade, de forma a que o cinema português, o cinema europeu e o cinema independente em geral, possam chegar junto do seu público. E apoiar os cineclubes, as associações culturais e autárquicas, os festivais e mostras de cinema, que um pouco por todo o país fazem já esse trabalho;

5. Fazer cumprir o Contrato de Serviço Público de Televisão por parte da RTP, que o assinou com o Estado Português, e que está muito longe de o respeitar e às suas obrigações, na produção e na exibição de cinema português, europeu e independente em geral. E contratualizar com os canais privados e as plataformas de distribuição de televisão por cabo, as suas obrigações para com a difusão de cinema português.

O cinema português, que vale a pena, tem hoje em dia, apesar da paralisia, quando não da hostilidade, dos poderes públicos, um indiscutível prestígio internacional. Os seus realizadores, actores, técnicos, produtores, não deixaram de trabalhar apesar de tudo o que se tem vindo a passar. Está na altura de os poderes públicos assumirem as suas responsabilidades.

É necessária uma nova Lei do Cinema, mas é urgente uma intervenção de emergência no cinema português.

Asinan os realizadores Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, Paulo Rocha, Alberto Seixas Santos, Jorge Silva Melo, João Botelho, Pedro Costa, João Canijo, Teresa Villaverde, Margarida Cardoso, Bruno de Almeida, Catarina Alves Costa e João Salaviza; e os produtores Maria João Mayer (Filmes do Tejo), Abel Ribeiro Chaves (OPTEC), Alexandre Oliveira (Ar de Filmes), Joana Ferreira (C.R.I.M.), João Figueiras (Black Maria), João Matos (Terratreme), João Trabulo (Periferia Filmes) e Pedro Borges (Midas Filmes)

Ler e asinar o manifesto

A noticia no xornal Público

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2000-2009: a década en filmes

8 xaneiro, 2010 (14:00) | Cinema, Directores, Filmes | 2 comentarios

Pedíronme que elaborase unha listaxe dos meus vinte filmes favoritos (por orde de preferencia) da década 2000-2009. Finalmente só foron precisos dez, mais xa que preparei a versión extendida, aquí llela deixo:


1. Juventude em marcha (Pedro Costa, 2006)

2. Shirin (Abbas Kiarostami, 2008)


3. Werckmeister harmóniák (Béla Tarr, 2000)


4. Moolaadé (Ousmane Sembène, 2004)

5. RR (James Benning, 2007)


6. Liverpool (Lisandro Alonso, 2008)

7. In the mood for love (Wong Kar-wai, 2000)


8. En la ciudad de Sylvia (José Luís Guerín, 2007)


9. The Wild Blue Yonder (Werner Herzog, 2005)

10. Lunch break (Sharon Lockhart, 2008)

11. At sea (Peter Hutton, 2007)


12. Bamako (Abderrahmane Sissako, 2006)


13. Whisky (Juan Pablo Rebella & Pablo Stoll, 2004)

14. Chats perchés (Chris Marker, 2004)


15. Inland empire (David Lynch, 2006)


16. Before sunset (Richard Linklater, 2004)


17. Vai-e-vem (João César Monteiro, 2003)

18. Sud sanaeha (Blissfully yours) (Apichatpong Weerasethakul, 2002)

19. Hamaca paraguaya (Paz Encina, 2006)


20. Aquele querido mês de agosto (Miguel Gomes, 2008)

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A banda favorita de Pedro Costa

2 decembro, 2009 (22:49) | Cinema, Directores, Música | Sen comentarios

Pedro Costa: A música para mim não é uma coisa vital, não a procuro. Nem sequer tenho uma discoteca... Vocês sabem qual é a minha banda preferida?
Ípsilon (público.pt): Não.
Pedro Costa: Pet Shop Boys. Esses nunca enganaram ninguém.

Nos ouvidos de Pedro, entrevista a Pedro Costa no xornal Público.

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O FID Marsella anuncia a súa programación

12 xuño, 2009 (12:30) | Cinema, Festivais | 1 comentario

fid

E o certo é que é moi apetecíbel. Dobre presenza portuguesa con Pedro Costa (Ne change rien) e Manuel Mozos, que compite con Ruínas, cousa que me alegra ben aínda que ese traballo en concreto non me gusta demasiado; a Madam Butterfly de Tsai Ming-Liang, que tamén participa en Vila do Conde, e unha curta de Apichatpong Weerasethakul, Phantoms of Nabua (no certame portugués poderá verse outra diferente, A letter to Uncle Boonmee). Ademais, a obra mestra de Sharon Lockhart Lunch break, un dos filmes do ano, e Oh, Adam, o novo documental de Dana Ranga, a directora de Cosmonaut Polyakov, primeiro premio da Mostra de Ciencia e Cinema 2008. Non poden nin imaxinar a ilusión que me fai que o seu filme estea a concurso.

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Nada cambia

19 maio, 2009 (10:00) | Cinema, Directores, Filmes | Sen comentarios


Ne change rien (Pedro Costa, 2005)

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Juventude em marcha

17 xullo, 2007 (10:17) | Cinema, Directores, Filmes | 2 comentarios

O mellor filme dos próximos cincuenta anos

Poucas veces os enviados aos festivais de cine dos principais periódicos españois acadaron cotas de tan lamentábel e errada unanimidades como o ano pasado en Cannes coa súa valoración da película Juventude em marcha, do lisboeta Pedro Costa. Carlos Boyero escribiu na súa crónica de El Mundo que superaba "en cretinez" aos "variados engendros" que lles ofreceran antes, e cualificou de "espíritus inconfundiblemente masoquistas" ás persoas que optaron por ver até o final unha historia "construida con planos fijos que llegan a durar 15 minutos y en los que [o director] coloca a un hombre negro y a su farfulleante hija para que cuenten de forma inconexa y surrealista las cosas que les han ocurrido en la vida". O noutrora director do Festival de Cine de Donostia Diego Galán dixo en El País que era un "experimento viejo" e proseguiu a súa escalada cara ao delirio afirmando que Pedro Costa "niega el cine como lenguaje, colocando la cámara fija ante (malos) actores que hablan y hablan como si fuera teatro antiguo". Para Oti Rodríguez-Merchante, do ABC, na cinta hai un ou dous personaxes que "dicen un texto que no lo puede haber escrito nadie en su sano juicio", para advertir finalmente que "aunque parecía una broma de mal gusto, no lo era". Mentres a prensa española máis lida demostraba non xa unha certa incapacidade para apreciar o cine que se aparta das fórmulas máis convencionais, senón ademais -e iso é moitísimo peor- un brutal desprezo con alarmantes apuntamentos de intolerancia, para a crítica internacional máis exixente, da francesa Cahiers du Cinema á arxentina El amante, a película do director portugués atopábase entre o máis salientábel visto ese ano en Cannes.

O protagonista desta obra mestra de Pedro Costa é Ventura, un caboverdiano que nos anos setenta emigrou a Portugal na procura dun futuro mellor. A película reflicte de forma paralela o seu pasado, o dun obreiro calquera que convive cun compañeiro nun escangallado barracón; e o seu presente, o momento xusto da recolocación dos antigos moradores do barrio/favela de Fontaínhas nas vivendas de protección oficial de Casal da Boba, uns edificios brancos, novos e impersoais. Ventura reencóntrase con mozos e mozas que imaxina ou sospeita que poderían ser os seus fillos e aos que en calquera caso trata como tales, e da súa man contemplamos anacos das súas vidas, filmados sempre de maneira estática con asombrosa precisión no que atinxe á elección de cadros e a iluminación, cos personaxes literalmente recitando ou declamando os seus parlamentos dunha maneira case fantasmal pero tamén chea de verdade. A dupla deslocación de espazos (Fontaínhas/Casal da Boba) e tempos (pasado/presente) tece un continuum específico e imaxinario no que habita Ventura, un home de maneiras elegantes e porte estatuario que a cámara de Pedro Costa nos amosa intensamente fordiano.

Como Sunrise, Ordet, Pather Panchali e The searchers, Juventude em marcha é unha desas obras verdadeiramente capitais que moi de tarde en tarde aparecen no cine e o transforman para sempre. Máis alá do seu extremo rigor estético, o que fai grande a Pedro Costa é o seu radical humanismo, a súa capacidade para camiñar polas marxes menos favorecidas da sociedade conseguindo que a palabra dignidade permaneza tatuada no cerne mesmo de cada plano sen caer xamais na elitista sordidez daqueles que nunca se meterían no quarto, con Vanda. Películas maxistrais hai varias cada ano; Juventude em marcha é, ademais, un acto sublime de bondade.

(En castelán en Libro de notas)

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Contra Bruno Dumont

5 decembro, 2006 (16:14) | Cinema, Directores | Sen comentarios

Detesto o cinema dos irmáns Dardenne, e detesto aínda máis o de Bruno Dumont. Detesto a todos eses entomólogos obsesionados con reflectir realidades sórdidas sen implicarse verdadeiramente nelas, contemplándoas con distante superioridade desde a súa atalaia hipócrita e eurocéntrica. Vin onte Flandres, a cuarta e polo que a min se refire derradeira película do premiadísimo francés, co seu discurso trosma sobre as maldades da guerra e o característico gusto polo feísmo. Nin sequera no retrato tópico da violencia bestial podo detectar un mínimo sopro de humanidade. Ao chegar a casa bótolle un ollo ao libro editado polo Festival de Xixón con motivo da retrospectiva que lle dedicaron, "Paisaje abstracto con hombre al fondo", de Nando Salvá, e atopo paridas coma esta: "porque la guerra no es una cuestión regional, sino un estado mental". Hai moito horror do que aprender sen necesidade de chapotear nese ridículo misticismo pequenoburgués. Como paseos polo mal e a abxección prefiro Saló de Pasolini ou The baby of Macon de Peter Greenaway, que desde unha estética barroca e artificiosa acaban por conseguir resultados infinitamente máis contundentes.

Eu admiro ao Pedro Costa que se mete no quarto de Vanda para descubrirnos as súas esperanzas, as súas frustracións, o seu desexo de non querer sufrir máis. O que nos deslumbra coa presenza estatuaria de Ventura, tan inesperadamente fordiana. Admiro ao Lisandro Alonso que vai na procura de paisaxes e persoas para incorporalos con paixón e respecto nos seus filmes, facéndonos ver e entender que eles non teñen tempo para as grandes cuestións porque xa están moi ocupados con (sobre)vivir. Admiro tamén a Bela Tarr e a simpatía polo débil que asoma nas súas Harmonías Werckmeister, obra ben cercana a aquel Ángel González que escribiu "Nada es lo mismo, nada permanece. / Menos la Historia y la morcilla de mi tierra: / se hacen las dos con sangre, se repiten". E por suposto admiro profundamente a honestidade crítica daqueles que non teñen necesidade de finxir, como Ousmane Sembène ou Abderrahmane Sissako.

Deixémonos dunha vez de estupideces e volvamos decididamente a Dickens.

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Danièle Huillet (1936-2006)

12 outubro, 2006 (21:03) | Cinema, Directores, Obituarios | Sen comentarios

Fragmento de Onde jaz o teu sorriso, filme de Pedro Costa sobre o casal Jean Marie Straub-Danièle Huillet durante a montaxe da película Sicilia!. Danièle Huillet faleceu aos 70 anos na noite do luns; este pode ser un bo momento para lembrar o que dixeron os críticos de El País, El Mundo e o ABC sobre a súa última obra, Quei loro incontri, que formou parte da sección oficial do pasado Festival de Venecia.

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Post-Cannes

1 xuño, 2006 (12:17) | Cinema, Directores, Festivais | Sen comentarios

um

Xa o dixen hai tempo, pero repítoo de novo agora que vén de recibir o Premio Marido de Letizia de las Artes e un ao mellor guión no Festival de Cannes: Volver é unha película irritantemente branda, mesmo covarde para un cineasta que nos últimos tempos viña asumindo algúns riscos (temáticos, formais, estruturais) non demasiado ben recibidos pola crítica e o público. Conféseo ou non, o último traballo de Almodóvar é a reacción ante o fracaso de La mala educación, fallida e imperfecta pero estimulante pola súa complexa arquitectura narrativa; Volver está feita para que lle guste a todas as nais e avoas de España, e iso non é malo, abofé que non, pero a cuestión é que eu nin son nai nin son avoa e moi de España tampouco é que me sinta. Potaxe de personaxes e recursos usados antes un feixe de veces, sostense fundamentalmente pola acostumada eficacia do seu reparto no que destaca por suposto non Penélope Cruz, que está moi ben, si, pero teñan claro que para ser Sofía Loren é preciso algo máis que o recheo nas nádegas; senón unha sublime Carmen Maura, que en todas as súas aparicións fai que a película levite varios metros sobre a terra. A intensidade do seu rostro mesmo consegue que aturemos momentos ridículos como o xa tradicional videoclip almodovariano, esta vez a costa do mítico tango de Carlos Gardel.

dois

Aunque la sección oficial está afortunadamente terminando, se han reservado para las postrimerías un título que logra la proeza de superar en cretinez a los variados engendros que nos han ofrecido antes. Es la portuguesa Juventud en marcha, dirigida por Pedro Costa. Está construida con planos fijos que llegan a durar 15 minutos y en los que coloca a un hombre negro y a su farfulleante hija para que cuenten de forma inconexa y surrealista las cosas que les han ocurrido en la vida. Es imposible saber de qué va este rollo tan marciano. Y además dura dos horas y media. El desfile de espectadores estupefactos y hastiados abandonando la sala durante la proyección ha sido continuo. Yo, entre ellos. Razón por la que ignoro cuántos quedarían al final. Sospecho que el director, el productor, algún amigo y unos cuantos espíritus inconfundiblemente masoquistas.

Carlos Boyero, un dos varios críticos na verza da prensa española, nunha crónica para El Mundo desde o Festival de Cannes. Despois de ler iso, non fai falta que lles diga que ardo en desexos de ver Juventude em marcha.

tres

Apunto na memoria tres títulos vistos na Quincena de Realizadores para cando se estreen -aínda que sexa no eMule-: Bug, dun seica moi recuperado William Friedkin; Transe, de Teresa Villaverde (está visto que hai que reparar máis no sur do Minho), e Fantasma, de Lisandro Alonso, aínda que din que non está á altura de Los muertos.

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